Doenças Neurodegenerativas
Inflamação é o processo comum em todas as doenças neurodegenerativas (doenças que por determinado motivo, literalmente destroem os neurónios - células responsáveis pelas funções do cérebro. Quando essas células são destruídas, gradualmente o doente vai perdendo as funções motoras, fisiológicas e psicológicas) onde as funções dos neurónios no sistema nervoso central são primeiramente afectadas e posteriormente destruídas.Todas as doenças que iremos abordar tem como principal anomalia a destruição das células cerebrais. Na grande maioria dos casos, os factores que poderão desencadear o aparecimento destas doenças ainda são desconhecidos. Estima-se que um grande número de doenças nerodegenerativas esteja associado a transmissão genética, no entanto, muitas ocorrem em casos isolados de uma família.
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quarta-feira
O que é a doença de Parkinson?

A doença de Parkinson é caracterizada por uma desordem progressiva do movimento devido à disfunção dos neurónios secretores de dopamina nos gânglios da base, que controlam e ajustam a transmissão dos comandos conscientes vindos do córtex cerebral para os músculos do corpo humano. Não somente os neurónios dopaminérgicos estão envolvidos, mas outras estruturas produtoras de serotonina, noradrenalina e acetilcolina estão envolvidos na génese da doença.
A doença de Parkinson é idiopática, ou seja é uma doença primária de causa obscura. Há degeneração e morte celular dos neurónios produtores de dopamina. É uma doença crónica, persiste ao longo do tempo, e progressiva ou seja, os sintomas vão piorando ao longo do tempo.
Causas da doença de Parkinson

A doença de Parkinson ocorre quando certas células nervosas ou neurónios numa área do cérebro designada de substância negra morrem ou deixam de funcionar. Normalmente estes neurónios produzem uma substância muito importante designada de dopamina. Dopamina é um mensageiro químico responsável pela transmissão de sinais que garantem a actividade dos músculos. A perda de dopamina faz com que os indivíduos sejam incapazes de controlar os seus próprios movimentos de forma normal.
A causa da doença de Parkinson continua desconhecida, no entanto algumas hipóteses têm sido apresentadas:
• predisposição genética, 15-20% de indivíduos com a doença de Parkinson têm parentes com sintomas semelhantes. Recentemente foram encontradas algumas formas familiares atribuídas a diferentes mutações genéticas.
• Tóxicos ambientais, herbicidas, insecticidas, fungicidas podem destruir os neurónios dopaminérgicos. O MPTP (1-metil-4-fenil-1,2,3,6-tetrahidropiridina) foi identificado como agente causador de doença de Parkinson e visto que esta molécula é bastante semelhante à molécula de paraquat que entra na composição de alguns herbicidas e pesticidas surge a hipótese tóxica ambiental.
• Lesão oxidativa que pode contribuir para a morte das células nervosas
• Por razões desconhecidas o processo normal de diminuição da produção de dopamina relacionado com a idade acelera em alguns indivíduos.
• Vários investigadores acreditam que a combinação destes quatro mecanismos: tóxicos ambientais, lesão oxidativa, predisposição genética e processo de aceleração da idade podem causar a doença.
Qual é a frequência da doença de Parkinson?

• A prevalência em Portugal é de 1,5 em 1000 pessoas. Esta doença ocorre mais em homens do que em mulheres e predomina nos indivíduos brancos. Não há preferência económica, social ou geográfica. Afecta essencialmente pessoas com mais de 50 anos porém nos últimos anos têm havido cada vez mais casos com esta doença em idades inferiores.
Quais são os principais sintomas da doença de Parkinson?

Tremor – designa-se por tremor de repouso pois está presente quando o indivíduo não está a realizar qualquer movimento. O doente apresenta um tremor que geralmente começa nos membros superiores e mais raramente nos inferiores. No início da doença o tremor é inconstante e torna-se mais evidente nas situações de stress físico e emocional.
Bradicinésia – diminuição da velocidade e da amplitude do movimento. Actividades que normalmente se fazem rapidamente e facilmente como tomar banho ou pentear o cabelo demoram bastantes horas a serem realizadas por estes indivíduos.
Rigidez - é o aumento do tono muscular que é sentido pelo observador como uma resistência aumentada durante os movimentos passivos. O grande princípio do
movimento do corpo é a complementaridade entre um músculo que contrai enquanto o músculo oposto relaxa. Na doença de Parkinson ocorre rigidez quando em resposta aos sinais do cérebro ocorre um distúrbio que impede que esta relação de complementaridade ocorra. Nesta doença os músculos encontram-se sempre tensos e contraídos fazendo a pessoa sentir-se fraca.Instabilidade postural – Revela-se pela dificuldade de equilíbrio e pela ocorrência de quedas frequentes. É um sinal de agravamento na evolução da doença. Pode surgir:
- Amimia (falta de expressão facial)
- Sudorese (muitos suores) e sialorreia ( muita saliva) e obstipação ( intestino preso) e disfunção do foro urinário, estes sintomas acompanham a doença geralmente numa fase muita avançada da sua evolução
- Depressão
- Defeito cognitivo
- Alteração do sono (70 a 98% dos doentes) como dificuldade em adormecer, acordar com frequência, sonolência diurna, alucinações, confusão mental durante a noite, desconforto e dor nos membros inferiores.
Como é que a doença de Parkinson é diagnosticada?

Mesmo para um neurologista experiente fazer o diagnóstico da doença de Parkinson numa fase precoce pode ser difícil. Não existe um marcador biológico. nomeadamente testes de laboratório ou exames de imagem que até o momento sejam capazes de fazer o diagnóstico. Esta doença é identificada essencialmente com base na observação clínica do doente.
Qual o tratamento da doença de Parkinson?

Actualmente não existe cura para a doença de Parkinson mas várias medidas terapêuticas podem proporcionar franco alívio dos sintomas. Nem todos os doentes necessitam de medicamentos, estes estão reservados para aqueles cujos sintomas são muito intensos e de grande influência negativa na sua vida diária. Nem todos os indivíduos reagem da mesma forma à medicação, é necessário tempo e paciência para se alcançar a dose para o indivíduo em causa. E mesmo assim, por vezes, não se consegue aliviar todos os sintomas por completo.
No estágio inicial da doença os médicos geralmente iniciam o tratamento com um ou uma combinação de medicamentos mais fracos nomeadamente anticolinérgicos e amantadina e reservam o tratamento mais forte, nomeadamente com Levodopa, para quando for realmente necessário. Levodopa é um químico simples encontrado naturalmente nas plantas e animais. As células nervosas conseguem converter a levodopa em dopamina , assim, combater as necessidades em dopamina destas células.
COMO A ECP TRATA O MAL DE PARKINSON
1. No tratamento do Parkinson com ECP, um aparelho estimulador de 15 mm de espessura e 80 g de peso é colocado sob a clavícula.
2. Fica conectado a eletrodos inseridos em regiões específicas do cérebro. Os eletrodos emitem descargas elétricas de até 10,5 volts.
Porém, a dopamina sozinha não consegue atravessar a barreira hemato-encefálica bem como causa: náuseas, vómitos e hipotensão arterial assim, geralmente, é dado aos doentes a associação de levodopa e carbidopa de forma a evitar efeitos colaterais bem como permitir que a dopamina alcance as células do cérebro. A Levodopa pode ser bastante eficaz mas é importante ter a consciência de que não é uma cura. Apesar de diminuir os sintomas não consegue parar a evolução progressiva da doença.
À medida que a doença progride e o tempo da terapêutica médica se alonga a dose de dopa que controla os sintomas é sobreponível à que causa efeitos adversos como discinésias (perturbação dos movimentos) incontroláveis e problemas comportamentais. A doença fica medicamente intratável e é nesta altura que a terapêutica cirúrgica pode ter um papel importante. Investigadores têm mostrado interesse por um procedimento cirúrgico designado por pallidotomia numa porção do cérebro designada globus pallidus que está lesionada. Alguns estudos indicam que esta técnica pode melhorar sintomas como tremor, rigidez, discinésia. Várias outras técnicas cirúrgicas têm vindo a ser alvo de várias investigações.
Existe algum tipo de dieta ou exercício que possa aliviar os sintomas da doença de Parkinson?
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Dieta:
Fazer uma alimentação equilibrada rica em frutas e vegetais é sempre benéfico, independentemente de se ter doença de Parkinson ou não. Não há nenhum alimento que possa curar ou prevenir a doença de Parkinson. Porém, é importante ter em conta que uma alimentação rica em proteínas pode diminuir a eficácia da levodopa.
Exercício:
Visto que a doença de Parkinson é uma doença que afecta o movimento o exercício pode ajudar os doentes a melhorarem a sua mobilidade. Alguns médicos prescrevem Fisioterapia. O exercício não para a progressão da doença mas pode aumentar a força do corpo, melhorar o equilíbrio, ajudar as pessoas a resolver alguns problemas que antes eram tão simples, fortalecer alguns músculos que permitam à pessoa falar e engolir melhor, bem como apoiar emocionalmente estes indivíduos pelos pequenos progressos que possam ser alcançados. Os exercícios mais benéficos são: andar, fazer jardinagem, nadar e praticar cardio-fitness.
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