Doenças Neurodegenerativas

Inflamação é o processo comum em todas as doenças neurodegenerativas (doenças que por determinado motivo, literalmente destroem os neurónios - células responsáveis pelas funções do cérebro. Quando essas células são destruídas, gradualmente o doente vai perdendo as funções motoras, fisiológicas e psicológicas) onde as funções dos neurónios no sistema nervoso central são primeiramente afectadas e posteriormente destruídas.Todas as doenças que iremos abordar tem como principal anomalia a destruição das células cerebrais. Na grande maioria dos casos, os factores que poderão desencadear o aparecimento destas doenças ainda são desconhecidos. Estima-se que um grande número de doenças nerodegenerativas esteja associado a transmissão genética, no entanto, muitas ocorrem em casos isolados de uma família.
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segunda-feira

Enzima que impede conversa entre neurónios está na origem da doença de Huntington


A doença de Huntington é hereditária, mas não é muito conhecida. A série televisiva, House, trouxe-a para a ribalta, com a personagem 13 (Remy Hadley, embora raramente o seu nome seja mencionado)que sofre desta espécie de condenação genética, que leva as pessoas a perderem a capacidade de falar, de pensar, de se mexerem. Agora, cientistas dos Estados Unidos dizem ter descoberto como é que o gene da huntingtina actua no sistema nervoso.

Terá o café propriedades para prevenir doenças neurodegenerativas como Alzheimer ou epilepsia?

"Há indicações muito fortes de que temos aqui uma possível estratégia profiláctica para o aparecimento de problemas no sistema nervoso central", na prevenção de doenças neurodegenerativas, declarou à agência Lusa o investigador e professor da Faculdade de Medicina de Coimbra Rodrigo Cunha.

Depois de vários anos de investigação em células animais, desde 2001 decorrem no Centro de Neurociências de Coimbra experiências com ratos, para tentar perceber, por um lado, o que se passa no sistema nervoso central com a ingestão de cafeína e, por outro lado, para avaliar as suas capacidades na prevenção e tratamento de doenças que constituem um grave problema social dos países desenvolvidos.

Nos testes laboratoriais, foram provocados os problemas típicos das doenças mais comuns do sistema nervoso central, Alzheimer, Parkinson, inflamatórias, epilépticas e depressivas, e os resultados, para o investigador, têm "surpreendido pela eficiência do consumo de café na prevenção dos sintomas".

Exercitar o cérebro previne Alzheimer


Manter actividades intelectualmente estimulantes pode ajudar a prevenir o aparecimento das doenças neurodegenerativas.

Ter uma actividade intelectualmente exigente e uma boa educação académica são factores que podem prevenir o aparecimento de doenças degenerativas. Um cérebro bem treinado parece defender-se melhor dos sintomas destas doenças, não sofrendo uma deterioração tão vertiginosa das funções cerebrais.


As descobertas, publicadas na britânica “New Scientist”, associam-se às 5 medidas recomendadas pela Associação de Alzheimer dos EUA para aumentar a “reserva cognitiva”: manter o estado de alerta, reduzir o stresse, estar em forma, manter uma dieta saudável e evitar o álcool.

Esclerose Múltipla é uma doença que afecta cada vez mais pessoas no mundo

"O Serviço Nacional de Saúde (SNS) gasta anualmente mais de 55 milhões de euros a tratar doentes com esclerose múltipla, de acordo com um estudo realizado por vários médicos e recentemente apresentado pela SPEM.Em Portugal, existem perto de cinco mil doentes com esclerose múltipla.Assim, um doente com uma incapacidade inferior a três, na referida escala, custa cerca de 11,5 mil euros por ano, enquanto que um doente com uma incapacidade superior a 6,5 necessita de tratamentos na ordem dos 23 mil euros por ano, adianta o estudo, referindo que o aumento de custos mais
significativo dá-se quando o doente passa do nível 3,5 para 4,5.

Destes valores, a principal parcela cabe aos custos com os interferões beta, a terapêutica que segundo a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM) melhores resultados garante na doença. Os investigadores alertam ainda para “o facto das terapêuticas que contribuem para reduzir o impacto da doença, diminuindo ou evitando os surtos e a progressão da incapacidade, como é o caso dos interferões beta, poderem representar uma poupança significativa a médio e longo prazo para o Serviço Nacional de Saúde”. Importa ainda referir que a esclerose múltipla afecta cerca de dois milhões de pessoas em todo o mundo.

terça-feira

Detectar doenças degenerativas do cérebro

Um investigador canadiano anunciou ter conseguido desenvolver um teste ao sangue que permite detectar doenças degenerativas do cérebro, como Alzheimer ou Parkinson, método que poderá ser comercializado dentro de dois a cinco anos.

O teste, cujo objectivo é detectar as acumulações anormais de proteínas, que revelam a presença desse tipo de doenças, vai permitir um "diagnóstico fiável ", disse Neil Cashman, do Centre for Research in Neurodegenerative Diseases, da University of Toronto. Actualmente os médicos têm de utilizar técnicas não-biológicas como os testes cognitivos, testes de memória ou efectuar punções lombares para detectar a presença da doença de Alzheimer.

No entanto, referiu, esses testes não são eficazes a 100 por cento e só depois da morte do doente é que se pode efectuar uma biopsia para confirmar a exactidão do diagnóstico. "Não se trata de um tipo de doenças para as quais se pode encontrar um grupo anormal de células, como a leucemia. Uma vez que estas doenças se desenvolvem no interior do crânio, mesmo os melhores especialistas não conseguem mais que um grau de 80 a 90 por cento de certeza no seu diagnóstico", explicou o investigador.

Dentro de seis meses a empresa de Cashman espera terminar um outro teste que permite detectar a encefalopatia espongiforme bovina, bem como a sua variante humana, a doença de Creutzfeldt-Jakob.